O piloto teve milhões de downloads quando vazou há seis meses e, a estreia superou todas as expectativas da CBS, arrastando nada menos que 13 milhões de pessoas para a frente da TV, se tornando a maior estreia da TV americana em 2015.

Apostando na recente onda de heróis em séries de TV, é inegável que a CBS acreditou no produto que tinha nas mãos, uma vez que mudou pouca coisa ou nada em relação ao piloto que já havia vazado. Resultado: muita gente viu na internet e quis rever na TV. Vale lembrar que, como forma de promover a série, a emissora apresentou o primeiro episódio colado com The Big Bang Theory, que é a série de TV aberta mais vista dos Estados Unidos e foi exibida em dia diferente do habitual. Na semana que vem, ela não terá esta forcinha.

Bom, mas saiba o que achamos dos primeiros passos da super garota da DC Comics, na nova série da CBS.

Como já havíamos adiantado, na exibição mundial do trailer, era possível ter uma ideia do que a série vai apresentar, algo entre O Diabo Veste Prada requentado com filmes de superheróis.

Estrelada por Melissa Benoist (Glee), que nos deixa intrigados a respeito do que é mais super nela: a chatice ou a beleza estonteante, Supergirl arrebenta nos efeitos especiais e… só.

A trama é impressionantemente insossa, toda trabalhada em clichês e com um roteiro cheio de porquês e senões criados pelo simples forçamento de barra que representa esta personagem altamente desnecessária e nonsense do universo DC, que só perde em tosquice para o Supercão.

Ok. ok. Parece uma crítica venenosa, mas, a verdade é que nem sei se devemos ser muito exigentes já que, ao que parece, a série foi feita para adolescentes, possivelmente os mesmos que viam a super mina no seu chatérrimo papel na finada Glee da FOX.

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Cuidado!

Tem coragem? Então, vamos lá… afinal, não é um pássaro, nem um homem, mas admita, a Supergirl é um avião.

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Bem, voltemos ao começo:

A trama seguirá as aventuras de Kara Zor-El, nascida em Krypton, assim como o primo famoso e tal como ele, conseguiu escapar da destruição do planeta e chegar à Terra.

Nas cenas iniciais, vemos o pequeno superbebê sendo lançado no espaço e, em seguida sua prima, 12 anos mais velha, é enviada para (acredite) cuidar dele.

(Se era tão fácil lançar crianças as espaço, por que não salvar toda a família de uma vez? Ah, ok… seria demais ter a supervó e sua super cadeira de rodas defendendo o mundo de vilões da terceira idade).

Porém, algo inesperado acontece: a sua própria cápsula se perde no espaço e vai parar na zona fantasma (aquele lugar onde o tempo não passa – ops, essa deixa serviu para fazer com que Kara acabasse parecendo ter menos idade que Clark – e para onde vão os criminosos de Krypton). De uma forma mal explicada na série, a cápsula consegue sair do universo paralelo e junto traz toda uma prisão de supervilões em uma nave que mais parece uma das arcas de The 100 e que alimentados pelo poder do nosso sol amarelo também se tornam supers!

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Mas o mais tosco ainda está por vir: apesar de estarem na Terra, eles ficam quietinhos, só na deles, esperando que a super garota cresça e apareça, mesmo que isso leve vários anos. Sim, na mesma Terra em que Clark Kent já voltou no tempo, salvou Lois Lane, deu uma surra nos outros bandidões vindos da zona fantasma, eles querem mesmo é matar sua prima gostosa. Talvez por que ela é mulher, aliás, um reforço ao estereótipo de feminismo x machismo que rende várias pérolas do pieguismo neste piloto da série.

Mas, enfim, Kara, que deveria cuidar do superprimo, descobre que já se passaram vários anos e que agora, ele é um homenzinho; que já passou da fase Somebody Save Me, nem habita mais Pequenópolis (sic)  e não precisa de ajuda dela. Ele, na verdade, é quem a ajuda a encontra sua família adotiva para que possa ter uma vida normal.

(Por que será que todo heroi que voa e é a prova de balas, insiste em ter uma entendiante vida normal?)

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Aliás, belo primo este. Sendo o único parente vivo da garota na Terra, ele parece que nunca a visita e ainda conta todo o segredo dela para o fotógrafo Jimmy Olsen, que aqui, nesta versão, prefere ser chamado de James. Neste universo paralelo, Clark recomenda que Jimmy cuide de sua super prima, pretexto necessário para pintar um romance a primeira vista e dar vida ao lado comédia romântica melosa da série.

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Desde sua chegada na Terra, ela esconde de todos os seus poderes. Em um claro plágio homenagem à vida do primo famoso, se torna empregada de um jornal, submissa a uma chefe nojenta (é a Ally McBeal!) que só pensa em fotos da nova heroína do pedaço para turbinar seu jornal, que não é exatamente um Planeta Diário e, é publicado em National City, que não é exatamente, mas se parece muito com Metrópolis, cidade que fica logo ali, passando por Gotham City.

Mas, cansada de sua vidinha chata, aos 24 anos, Kara decide abraçar suas habilidades sobrehumanas e ser a heroína a qual está destinada a ser.

Na sequencia mais legal de todo o episódio, um avião está prestes a cair e, dentro dele, a irmã adotiva da moça. Quanto ela percebe o perigo, meio desajeitada dá alguns saltos até que consegue voar e segura (literalmente)  na unha a aeronave, salvando o dia.

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Assim como Clark, Kara sente uma pontinha de vaidade ao perceber tanto poder que tem e decide ser a nossa nova heroína.

A série ainda nos brinda com uma patética cena em que Kara testa varios modelitos até escolher o colã sensual e a sainha lolita que passará a povoar a mente de vários marmanjos de agora em diante. Quase um remake de Homem Aranha.

Em batalhas bem coreografadas e que lembram os movimentos de Homem de Aço e Vingadores, o que chama mais atenção é o superpoder que permite que Kara permaneça linda, maquiada, penteada e deslumbrante.

Tem coragem? Assista ao trailer da série. Ele resume muito bem o que esperar de Supergirl: 60 segundos de bons efeitos diluídos em 45 minutos de frivolidades.

A série estreia no Brasil no dia 04 de novembro, às 22h30 pelo canal pago Warner.

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