SeriExpert.com.br

Seja pelo poder de comover multidões, seja por nos levar a refletir sobre a vida, a história ou a nossa própria existência, as séries dramáticas existem basicamente, desde que existe a televisão.

Não é à toa que por isso, sempre ocupam os primeiros lugares em audiência, em aclamação pela crítica e na adoração pelo público.

Na quarta parte da Retrospectiva 2015  do SeriExpert, listamos aqui as 10 melhores séries dramáticas do ano.  Como toda lista, é injusta. Com apenas 10 lugares não cabem aqui tantas outras que marcaram o nosso ano. Use os comentários e inclua as que você gostaria de reconhecer.

[tie_slideshow] [tie_slide]

The Leftovers

Perturbadora, intensa, emocionalmente extenuante. Esta é The Leftovers, a série da HBO que é, de longe o melhor drama do ano. A premissa é de ficção científica: o que acontece com um mundo que vê milhões de habitantes evaporarem sem nenhuma explicação. Mas a condução é drama puro. Os deixados para trás que dão o título à série passam a questionar a fé, a verdade e o que é real, importante e essencial para a vida. Mais que isso, questionam o porquê de terem sido deixados para trás, os méritos da existência e o que virá depois dela. A segunda temporada da série é uma obra prima da TV. Esvazie a mente e deixe-se levar pelo drama e pelo mistério.

[/tie_slide] [tie_slide]

The Man in the High Castle

É da Amazon esta série impecável que retrata uma América jamais imaginada. Em um ensaio sobre o que aconteceria se os americanos perdessem a guerra e fossem invadidos e colonizados pelos alemães e japoneses, vendo suásticas tomando conta das ruas e da bandeira americana, bem como o iene abafando o antigo e obsoleto dólar no lado imperial da colônia japonesa do Pacífico. A reconstituição de época somada a transformação das cidades, costumes e dos americanos proposta pela temática da série é primorosa, mas a série ainda brinda com um roteiro afiado, boas atuações e a sensação de opressão e desejo de liberdade que talvez, a América jamais viveu.

[/tie_slide] [tie_slide]

Narcos

A série estrelada por Wagner Moura, que encarna o líder do narcotráfico colombiano e os impactos sobre os Estados Unidos é um dos mais minuciosos e intensos trabalhos artísticos do ano. Na mistura de documentário e drama, a série esmiúça como nunca detalhes sobre os bastidores do poder das drogas e seus enlaces na política interna e externa, mas ainda consegue mostrar um Pablo Escobar humano, desejoso de prosperidade para seu povo e, claro, impiedoso e traído pelo sua própria vaidade.

[/tie_slide] [tie_slide]

Fargo

A série de Noah Hawley, adaptada do filme homônimo dos irmãos Coen, que já veio de uma estreia brilhante, consegue ser ainda mais magnífica nesta segunda temporada. A forma como a trama consegue dar relevância e atualidade para os idos dos anos 70, retratados pela série e  a habilidade dos roteiristas  com múltiplas técnicas para contar esta história, tais como flashforwards, narração e até sonhos, asseguram Fargo em qualquer lista de melhores do ano. Destaque para a diversidade dos tipos de seus personagens – os policiais interpretados por Patrick Wilson (Girls) e Ted Danson (CSI),  o casal de classe média do interior dos EUA com sérios problemas de confiança vividos por Jesse Plemons (Breaking Bad) e Kirsten Dunst (Homem-Aranha), uma família de mafiosos e seus rivais psicopatas, um nativo-americano implacável – que conseguem incrivelmente manter coerência e a liga entre si.

[/tie_slide] [tie_slide]

Mad Man

Em seu último ano, Mad Man marca história como uma das séries mais aclamadas pela crítica. Ainda que muitas vezes parece que não vai para lugar nenhum, é uma série repleta de metáforas, simbolismos e copos cheios de uísque, claro. Além de ter um dos melhores elencos reunidos em uma série de TV, coroados pela atuação impecável de Jon Hamm. A série aborda os altos e baixos da indústria da publicidade nos Estados Unidos no final da década de 50 e início dos anos 60, sem tantas coisas politicamente corretas dos tempos atuais e com a sociedade ainda acordando da ressaca do pós guerra, vivendo a onda do sexo, drogas e rock and holl.

[/tie_slide] [tie_slide]

House of Cards

Antes da onda dos heróis Marvel, a Netflix já fazia história com esta série sobre os bastidores do centro do poder dos Estados Unidos. Pouca gente sabe, mas House of Cards não é uma série original, mas uma livre adaptação de uma série da BBC dos anos 90. Porém, é a versão da Netflix que a cada ano leva milhões, incluindo o correlato Barack Obama, o presidente “de verdade”, que já confirmou ser fã do drama político. De um roteiro afiadíssimo, sempre indicada entre as melhores séries do ano, desde sua estreia em 2013, a série rendeu a Kevin Spacey o Globo de Ouro de melhor ator na pele do agora presidente Frank Underwood, que tem que lidar com a oposição, empresariado e ambição política no seu dia a dia. É curioso ver o impacto do poder em seu dia a dia e a fragilidade do agora presidente, que não precisa mais lutar para chegar ao topo, mas se virar para se manter lá.

[/tie_slide] [tie_slide]

Empire

A trama que superou todas as expectativas da FOX em um ano em que suas séries novas e veteranas não estão correspondendo em audiência continuou bombando em 2015. A segunda temporada com ainda mais intrigas e jogo do poder no mundo da música, elegeu sua grande estrela – Cookie Lyon (Taraji P. Henson). A atriz está realmente fenomenal no papel e é dela as melhores tiradas da série. Além de toda conspiração pelo poder, a trama aborda ainda sobre preconceitos raciais, sociais, sexuais e até estéticos.

[/tie_slide] [tie_slide]

Rectify

Na trama, Daniel Holden é liberto da prisão, após cumprir 19 anos por ter sido acusado de violentar e matar sua namorada adolescente de 16 anos. Uma nova prova de DNA causa uma reviravolta no caso e Daniel é posto em liberdade, porém estar livre não significa estar realmente livre, uma vez que ele vive em um mundo que não conhece e que questiona sua inocência.

Um olhar metódico, lento e melancólico sobre a diferença entre ser acusado de um crime e realmente ser ou não culpado deu o tom desta temporada curta e intensa da série. Se você curte boa fotografia, atuações intensas e emoções que impactam emocional e, até, fisicamente, esta é uma das melhores séries para isso.

[/tie_slide] [tie_slide]

Outlander

Poética, romântica, rebuscada e simplesmente bela. Das lindas locações dos campos escoceses coroadas com uma história de amor arrebatadora, Outlander foi uma das mais gratas surpresas do ano passado. A série questiona: “E se você tivesse a chance de viver uma nova vida? Viver um novo amor? Escrever uma nova história?” É basicamente sobre isso que a bela Outlander do canal Starz propõe aos seus expectadores. Baseada no best-seller mundial de Diana Gabaldon, mistura romance, viagem no tempo e uma trama épica sob um tom quase poético de sua fotografia de encher os olhos, com as belas paisagens das highlands escocesas, suas cidades calçadas por pedras, ruínas de castelos e fortalezas, belas canções célticas e mitos druidas, ornados por uma reconstituição de época capaz de te transportar para as duas diferentes fases históricas que a trama retrata.

[/tie_slide] [tie_slide]

Sense8

Apesar de conceitualmente se tratar de uma série de ficção científica, Sense8, a primeira série dos irmão Washovisck (Matrix) tem uma carga dramática e de questionamentos tão intensos quanto a grandiosidade de sua produção. Na trama, um grupo de 8 pessoas de partes diferentes do globo e  que não se conhecem passam a compartilhar emoções, sentimentos e habilidades. A série da Netflix usa isto como pano de fundo para questionar sobre o que move as pessoas, as variações do amor, o ser diferente e a essência do “eu” de cada um.

[/tie_slide] [tie_slide]

E aí, gostou da nossa lista?

Compartilhe:

[follow id=”tvexpert” count=”true” ]

E você? incluiria alguma outra série na nossa lista?  Se faltou algum dos seus preferidos, acrescente nos comentários.

[/tie_slide] [/tie_slideshow]

[follow id=”tvexpert” count=”true” ]
lf4