Viajando para o futuro ou para uma galáxia distante, com monstros imaginários ou reais, na eterna luta entre o bem e o mal e a batalha pela sobrevivência, as séries de fantasia, ficção e terror são sempre um desafio a mais para nossa imaginação.

E em 2015, tivemos um banho de criatividade, tanto, que foi difícil fechar uma lista limitada, sem a sensação de que está sendo injusto, mas são os ossos do ofício.

Na segunda parte da Retrospectiva 2015 do SeriExpert, esta é a nossa relação das 10 melhores séries do gênero no ano que vem chegando ao fim:

01 – 12 Monkeys

O Syfy conseguiu extrair do longa metragem de mesmo nome, o que havia de melhor em sua confusa essência para produzir uma das séries de ficção mais frenéticas e inteligentes do ano. Quando um vírus mortal já havia dizimado a humanidade, um homem volta no tempo para tentar impedir que ele seja propagado. Com idas e vindas e uma narrativa alinear, a série consegue prender e mantém-se ágil do início ao fim. A série foi renovada para uma segunda temporada merecidamente.

02 – Mr. Robot

Com mistério e suspense bem dosados, um programador de computador trabalhando para uma empresa de segurança cibernética é recrutado por uma obscura organização dedicada à destruição da América corporativa. A série é tão densa e inteligente e talvez figurasse melhor na categoria de dramas, para a qual, inclusive, foi indicada (com grandes chances de vencer) ao Globo de Ouro. Uma crítica ferrenha ao capitalismo,  a série destoa significativamente das produções quase sempre apagadas do canal USA. A trama faz o espectador de refém (ou confidente, amigo imaginário, como preferir) e mostra passo a passo os planos do protagonista e seu envolvimento com um grupo de hackers ultra anarquistas. É um thriller psicológico nerd brilhante.

03 – Humans

Uma delicada história sobre o que é realmente ser humano. Em uma Londres futurista em que robôs domésticos estão integrados à sociedade, a série mostra um grupo especial de robôs que foi desenvolvido com a assustadora capacidade de pensar e sentir emoções. Uma corporação tenta caçá-los para impedir que venha a tona e, enquanto fogem, acabam tocando de forma irreversível a vida de uma família irregular.

04 – Penny Dreadful

Não são muitas as séries que conseguem superar suas temporadas de estreia, mas com Penny Dreadful, isto não só aconteceu como certamente o drama de horror marcou sua página na lista das séries do gênero. Com atuações esmeradas de um elenco encabeçado pela intensa Eva Green, a série, que reúne diversos personagens do mundo do horror em uma trama entrelaçada, trouxe um drama forte e vigoroso para a tela do Showtime.

05 – The Walking Dead

O arrebatador hit de zumbis da AMC, mostrou todo o seu poder em uma temporada repleta de ganchos e desafios para o grupo de sobreviventes liderado por Rick (Andrew Lincoln). Agora, lutando para defender aquele que pode ser o último refúgio de paz no mundo dizimado pelo vírus zumbi e pelo que restou da sociedade em ruínas. Quase perdemos um dos mocinhos e a série prepara sua volta para concluir esta sexta temporada com o prenúncio da chegada do maior vilão já visto na série – Negan.

06 – Orphan Black

Depois de patinar no enredo de sua segunda temporada, a série voltou mais instigante do que nunca com uma terceira temporada que trouxe novos e instigantes elementos para a complexa trama dos clones do projeto Leda. Neste ano, conhecemos os clones masculinos e um pouco mais sobre a origem de Sarah, Helena e de todas as suas irmãs clones. Mais uma vez excelente no papel, Tatiana Maslany dividiu os holofotes com Ari Millen, também um grande destaque encarnando os clones masculinos.

07 – Game of Thrones

Impossível não citar Game of Thrones em um compêndio de séries do gênero. Como sempre, sua quinta temporada foi tão grandiosa quanto primorosa e sacudiu os quatro cantos do Reino fantástico idealizado por George R.R. Martin. Desde a Caminhada da Vergonha embrenhada pela perversa rainha Cersei (Lena Headey), passando pela incrível batalha contra os White Walkers no Norte de Westeros e sem falar da queda do rei de direito, Stanis (Stephen Dillane) e do sofrimento de Sansa (Sophie Turner) nas mãos do terrível Ramsay Bolton (Iwan Rheon), a série conseguiu fechar o ano com o assunto mais comentado até aqui, mesmo para os fãs de uma série em que ninguém tem garantias de sobrevivência, a questão é: Jon Snow (Kit Harrington) morreu ou não?

08 – Fear the Walking Dead

A tentativa da AMC de capitalizar o sucesso de The Walking Dead fez surgir um spin-off da série, que prometia contar as origens do apocalipse zumbi. Apesar de incompreendido por muitos fãs da série de TV, uma vez que Fear the Walking Dead não mostra como surgiu o tal vírus e também foca muito menos nas manadas dos aterrorizantes mortos-vivos, mas no drama da disfuncional família central e na sua inabilidade em lidar com uma situação tão insólita a qual são submetidos. A série tem uma narrativa mais lenta e, por isso mesmo, permite conhecer a fundo aquelas pessoas e prepara uma segunda temporada promissora.

09 – American Horror Story: Hotel

Lady Gaga, sexo e sangue poderiam parecer ser o único chamariz para mais uma temporada do horror bizarro da série do FX, mas como sempre American Horror Story mostra que veio para ficar. A criação de Ryan Murphy tem tantos tipos esdrúxulos e tanta coragem para mostrar coisas perturbadoras em cena, que muitas vezes consegue enganar, mesmo quando a trama não é tão sólida. Porém este ano, a série se destacou ainda mais porque tinha trama e, inclusive, Gaga em uma atuação da qual não se pode reclamar, mesmo para os que torcem o nariz para a cantora pop. Um hotel palco de crimes reais (e fictícios) foi o cenário ideal para mais uma temporada de sucesso da série, renovada para mais duas temporadas, pelo menos.

10 – Dark Matter

O ano foi realmente das HQs. Esta série de ficção científica bastante tradicional adaptada pelos próprios criadores dos quadrinhos não faz feio. Tem a nave espacial, suspense e mistério e uma tripulação que forma um grupo bastante heterogêneo. Partindo da premissa de que eles acordam do estado de animação suspensa (típico das longas viagens espaciais da ficção) completamente desmemoriados, o grupo precisa preencher lacunas de um quebra-cabeça que poderá responder quem eles são e porque estão ali. A série tem um gancho excelente em sua season finale e já garantiu renovação.

Com a limitação da lista ficam de fora,  mas merecem menção honrosa, R.I.P Constantine, a incompreendida, deliciosa e injustamente cancelada série de horror da NBC, o aguardado retorno de Heroes também pela NBC, a estranha e surpreendente Wayward Pines, primeira série do cineasta M. Night Shyamalan na FOX e o amadurecimento de The 100, série pós-apocalíptica da CW, com sua segunda temporada de tirar o fôlego.

E você? Concorda? Comenta aí quais são as suas preferidas de 2015!

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