A nova versão do seriado será estrelada por Toby Stephens (Black Sails) no papel do patriarca John Robinson e Taylor Russel (Falling Skies) viverá sua filha Judy.

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Ainda há nomes-chave não definidos, como o grande vilão e um dos personagens mais lembrados da série, o maléfico Dr. Smith.

Para instigar ainda mais os fãs, o diretor Neil Marshall (Game of Thrones, Constantine), em entrevista ao site britânico List Film, fala sobre a nova versão da clássica série e seu envolvimento com o projeto. Marshall declara que está envolvido com o piloto da nova série da ficção científica da NBC sobre viagem no tempo, Timeless, mas que assim que entregar o episódio, se dedicará ao ambicioso projeto da Netflix. Questionado sobre o que podemos esperar, ele não mede palavras:

“Não sei o que posso dizer, além de que será épica e espetacular. Estamos tentando capturar a essência do original. Tem 50 anos mas as pessoas a adoram e a maioria dessas pessoas não a assistiu quando foi originalmente exibida. Nós temos uma responsabilidade com o original, mas também temos a responsabilidade de fazer algo novo e estimulante.”

As aventuras da família Robinson e do ardiloso Dr. Smith voltam e, para a alegria geral, terá a chancela de qualidade das séries do Netflix.

A produção será de Matt Sazama e Burk Sharpless, parceiros no espetaculoso Deuses do Egito e em Drácula, a história nunca contada. A série terá produção executiva de Kevin Burns (Poseidon/ Alienígenas do Passado) com direção de Neil Marshall (Constantine/ Game of Thrones).

Segundo o site Deadline, o insight para relançar a série é fruto da parceria entre a Legendary TV e a Synthesis Entertainment, detentora os direitos autorais.

A série original foi lançada 1965, em uma época de grande importância para a corrida espacial, que viria a culminar com a chegada do homem à lua na mesma década.

Até então, Perdidos no Espaço era a série mais cara jamais produzida, com orçamento de cerca de USD 600 mil. Apesar dos enormes investimentos da CBS, os especialistas em espaço se divertiam em encontrar falhas de verosimilhança no roteiro, o que, nem de longe, afastava a garotada que tornou a série um verdadeiro hit cult.

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O argumento tinha como principal foco a aventura da família Robinson, que acabava perdida no espaço, em um futuro muito, muito distante: o ano de 1997 (!). A família era chefiada pelo Professor John Robinson (Guy Williams), sua esposa Maureen (June Lockhart), e seus filhos, Judy, Penny e Will (interpretados por Marta Kristen, Angela Cartwright, Billy Mumy e) finalmente, o Major Donald West (Mark Goddard), que era o piloto da nave Jupiter. Seu destino, um planeta habitável orbitando uma estrela do sistema Alpha Centauri, a cerca de 4,5 anos-luz da Terra. Os componentes da expedição permaneceriam congelados em animação suspensa durante a longa viagem até a sua chegada.

Na sinopse original não havia o personagem de maior sucesso, o maléfico Dr. Smith, que foi criado a pedido dos executivos da emissora. E é exatamente o vilão quem sabota a nave Júpiter, dando origem à épica saga da família espacial.

A série teve três temporadas, mas explodiu no gosto popular, quando, a partir da segunda, veio a TV em cores, dando muito mais qualidade para as aventuras e monstros enfrentados pela família Robinson, naqueles mundos hostis retratados.

Já houve tentativas de reativar a franquia no passado. Em 1998, com muitos efeitos especiais, um longa metragem foi lançado, não alcançando a mesma repercussão do seriado original. Em 2003, uma série foi escrita e o piloto chegou a ser gravado, mas acabou engavetado antes mesmo de ir ao ar.

Ainda não há informações sobre o cronograma de estreia.

Que dessa vez venha para ficar!

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