O planeta vermelho tem sido alvo de especulações de cientistas e de autores de ficção, desde que descoberto, seja pela incessante busca por encontrar formas de vida fora da Terra (ou, pelo menos, vestígios dela), seja pelos já reais planos de uma missão tripulada.

Em Mission, esta ambiciosa produção da Empreinte Digitale, especialista em muitas produções “nerds” da França, conta com 10 episódios de 27 minutos que exploram exatamente a corrida para conquistar pioneirismo em levar seres humanos à Marte.

Na trama, dois conglomerados bilionários, um sueco (com tripulação francesa), que é parte central da história e outro americano, decidem lançar suas empreitadas, desejando fincar a bandeira no solo vermelho e árido do planeta.

Na tripulação europeia, pessoas de diversas especialidades: astronauta, engenheiro, geólogo, programador de computação e uma psicóloga, que se destaca como uma das protagonistas. Em sua própria avaliação, Jeanne diz que se tivesse que levar a sério suas observações profissionais deveria desaconselhar a continuidade da viagem, já que todos os membros começaram a apresentar neuroses e psicopatias decorrentes do período de confinamento. E eles vão se estranhar bastante. Só neste barril de pólvora iminente, a série já terá elementos necessários para fisgar a sua atenção, mas se você curte ficção científica, ela promete ir bem além.

Muito para a decepção de todos a bordo da missão europeia, no entanto, antes do ponto culminante de sua viagem de 10 meses para o Planeta Vermelho, eles são alertados por um vídeo bastante danificado, enviado pela Z1, a missão americana, revelando que os superou, pois já havia conseguido aterrizar antes, graças a uma revolucionária tecnologia de motor que reduziu o tempo de viagem para uma fração do que foi previsto para os europeus. A má notícia não termina por aí, pois o que sobrou da gravação revela um aviso crítico dos americanos que imploram a tripulação para não pousar, pois algo muito perigoso está acontecendo na superfície. Nele, o áudio precário permite apenas entender: “Não venham nos resgatar. É muito perigoso!“.

Mais problemas de relacionamento vão aflorar quando a tripulação descobre que a fita foi enviada dias antes e estava sendo mantida em segredo pelo bilionário investidor e o próprio comandante da missão, que temiam que desistissem de enfrentar o que quer que tenha acontecido aos adversários americanos. Abortar a missão mais cara da história não é uma opção.

Já no primeiro episódio, a tripulação sofre irreparáveis perdas técnicas e humanas, enfrentando um pouso bastante difícil. Após os créditos, fique atento, pois um cliffhanger promete que há mais no show do que um passeio simples através do sistema solar.

A série está definitivamente recheada de conceitos de ficção científica e fantasia, há uma mitologia inteligente, algo além do puro realismo. Não se trata apenas de exploração espacial e isso ficará claro quando nossos herois encontram muito vivo, um astronauta russo, dado como morto há mais de 50 anos. Mas como teria sobrevido? Sem comida? Sem ar? E pior: o rapaz deveria ter atualmente uns 90 anos, mas está bastante conservado, como se não tive passado um único segundo desde que desaparecera para sempre no desastre da missão, que comandou em 1967.

É obviamente uma série de aventura, tão atraente, misterioso e cativante como Lost foi em seu tempo. Nossos exploradores de Marte encontrarão algo que absolutamente não deveria estar lá e isso mudaria sua visão da humanidade.“, disse animado o criador Julien Lacombe para o site da revista Variety.

Confira os três primeiros minutos da trama: