Um novo grupo de alienígenas está vivendo secretamente entre nós e agindo como terroristas. Eles estão infiltrados na sociedade, inclusive, na polícia e, apesar da sugestão de que são diferentes, conseguem se disfarçar tão bem como outros seres humanos que, até mesmo as pessoas mais próximas são incapazes de distingui-los. Sua raça é chamada de Hunters, que dá nome à nova série do Syfy, inspirada no best-seller Alien Hunter de Whitley Strieber.

O ETU (sigla para o termo em inglês para Unidade contra o Exo-terrorismo) é uma célula ultra-secreta da Segurança Nacional americana, que trabalha para rastreá-los e buscar respostas sobre quem são, porque estão aqui e porque os atentados e o rastro de matança.

Pouco já se sabe sobre eles, especialmente que são sensíveis a algumas frequências sonoras, ainda que normalmente, prefiram usar músicas para se comunicar entre si. Dentro de aparentes inofensivas set-lists musicais compartilhadas pela internet, eles escondem mensagens tri-dimensionais, que podem ser reconhecidas somente entres. Em comum: elas relatam os próximos alvos que os integrantes do grupo terrorista deverão atacar.

Neste cenário, conhecemos Flynn (Nathan Phillips, de The Bridge e Serpentes a Bordo), um ex-combatente de guerra que, vive tranquilamente com Abby (Laura Gordon de Jogos Mortais 5 e Alien Strain), sua bela esposa e a esquisita Emme (Shannon Berry), filha de um amigo morto na guerra, a quem adotou e com quem ainda não conseguiu estabelecer um relacionamento mais consistente. Flynn vê sua vida mudar, quando sua esposa desaparece misteriosamente, sequestrada por um dos principais líderes da célula terrorista alienígena.

Hunters_Flyyn and Abby

Em seguida, Flynn acaba sendo convidado a fazer parte do ETU. Aceita, mas seu maior objetivo é descobrir para onde sua esposa foi levada e punir os responsáveis. Além disso, descobre que terá que trabalhar ao lado de uma alienígena, Regan (Britne Oldford de The Flash e Skins), acolhida pela equipe de agentes e que, supostamente, age do lado deles, usando suas habilidades e conhecimento da raça para facilitar as investigações. Porém, será que a garota é realmente de confiança ou o sangue falará mais alto e ela se tornará (ou já é) uma traidora?

Há passagens em flashback que mostram Regan cedendo aos instintos animalescos de sua raça.

Hunters-Regan

Para complicar ainda mais o cenário, os aliens estão sequestrando outros seres humanos, até aqui, mulheres e extraindo líquido da medula óssea, ainda não se sabe exatamente com qual objetivo. As pistas do roteiro já sugeriram que é a forma de eles se drogarem (as vítimas teriam ingerido substância narcóticas, que na forma original não causam “barato” nos visitantes, mas também já nos levaram a crer que pode ser algo que os ajudam a manter a camuflagem e usar os tecidos externos que os deixam com aparência humana.

Mas, diferente de muitas outras séries sobre o tema, não existe intencional prolongamento de manter suspense sobre a aparência dos inimigos. Logo nos primeiros episódios somos apresentados a um em sua forma original.

A premissa é basta interessante, a realização é mais sombria do que a maioria das série pops ou trashs de ficção do Syfy. Julian McMahon (Childhood’s End e NIP/TUK) está brilhante no papel de McCarthy, um dos líderes dos aliens terroristas, cheio de sarcasmo e maldade, mas há sérias deficiências na série. Talvez a maior delas seja o irritante som cloacal que é emitido como língua materna dos aliens e eque está presente em quase toda transição de cena da série. Um saco!

A série tem como ponto alto o curioso parto de um bebê alienígena (ou híbrido), filho do vilão McCarthy, que prefere torcer o pescocinho do seu descendente a deixá-lo vivo para que os humanos possam estudá-lo. Empatia ou Estratégia de guerra? Não dá para saber ainda.

McArth Hunters

Não espere imagens do espaço-sideral. O palco é a Terra e, além das locações urbanas feitas na Austrália, a série oferece também, logo no 2o episódio, uma boa passagem na amazônia colombiana para caçar aliens, bem ao estilo Predador.

Flynn Hunters

E há também algumas e, às vezes, explícitas cenas de sexo que, não passam de desnecessárias para a trama e, talvez o elemento que sustente alguma vontade de seguir vendo é saber qual é a desses ETs? Como chegaram aqui? Porque precisam recorrer a atentados com bombas em locais públicos? Onde está sua tecnologia e suas naves? Não poderiam assim rapidamente aniquilar a nossa existência? Mas, principalmente, porque Abby foi sequestrada? Ou seria ela um deles?

Seguimos na expectativa de que as coisas melhorem. Por hora, nota 6,5 com muito esforço.

Confira o trailer:

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