Com a primeira temporada já finalizada nos Estados Unidos, em 08 de Agosto estreou no Brasil pelo canal AXN, o novo thriller produzido pelo SyFy.

Ambientado em uma base cientifica no Ártico, Helix traz muito mistério, alguma ação e uma desconcertante trilha “alegre” para o terror provocado por um vírus letal que sai do controle e infecta cientistas da gelada e isolada estação de pesquisas Biosystems Ártico. Parece bom, não? Mas será isso suficiente para mantê-la interessante a longo prazo?

Criada e escrita por Cameron Porsandeh, Helix tem como produtores executivos Ronald D. Moore (Battlestar Galactica), Lynda Obst (Contato) e Steven Maeda (Lost, Arquivo X). Todo este currículo de obras fantásticas se torna chamariz (e obrigação de sucesso) para esta trama que parece uma mistura de Resident Evil e The Walking Dead. Mas sabe aquelas ideias que poderiam ser sensacionais, mas parecem que falta algo? Pois é, esta foi minha sensação ao acompanhar os episódios. Sempre parece que tem algo muito legal para acontecer, mas acaba por ficar apenas na expectativa.

A trama é consistente: um cientista, Dr. Alan Farragut (Billy Campbell de The Killing, Melrose, The 4400), chefe do Centro de Controle de Doenças Especiais, é direcionado para a remota base no Ártico, alertado sobre um surto viral. Consigo, traz toda sua equipe, incluindo a atual e a ex-mulher. Sua esposa, Dra. Sarah Jones (Jordan Hayes, de Nikita, Transporter) é brilhante, jovem e vive para tentar impressioná-lo. A ex, a determinada Dra. Julia Walker (Kyra Zagorsky, de Smallville, Soldiers of the Apocalypse), não precisa disso, já que a tensão entre ela e Alan é nítida, apesar de um pequeno detalhe: ela o trocou por seu próprio irmão, o Dr. Peter Farragut (Neil Napier), que, por uma reviravolta à la dramalhão mexicano é um dos cientistas infectados, ou seja, está tudo em família.

helix 2

A Biosystems Ártico é dirigida por Hiroshi Hatake (Hiroyuki Sanada, de Wolverine e 47 Ronins e que, neste exato momento, está fazendo um bico na nova série da CBS Extant com um personagem muito, mas muito parecido com este). Ele faz o tipo chefão cheio de segredos, que de cara, faz todo mundo sacar que ele sabe tudo sobre como e porque a contaminação aconteceu. Aliás, destaque para sua interpretação, que apesar de rasa e afetada, é um dos poucos personagens realmente interessantes de Helix.

O episódio de estreia tem duas horas de duração e é verdadeiramente bom. Deixa no ar um interesse real pelos próximos passos da série. Mas, enfim, todos os episódios deixam no ar que algo muito grande e importante pode vir a acontecer, sem conclusões.

Pelo ambiente isolado da série, fica uma incerteza de que exista vida longa para a trama. A primeira temporada tem 13 episódios. A segunda já está encomendada e foi anunciada durante a exibição do episodio final.

Para os fãs brasileiros, uma curiosidade: um dos personagens, o major Sergio Balleseros, (mesmo com este nome que mais lembra um hispânico) é natural de Vila Velha/ES, nasceu e cresceu em uma favela e desde o começo prova que não é exatamente de confiança. Mark Ghanimé (Smallville, Círculo Secreto) é o ator que interpreta o major.  De origem canadense, disse em uma entrevista que tem dificuldade de entender a diferença entre português e espanhol e que podemos esperar informações da vida pregressa de seu personagem no Brasil a partir da segunda temporada.

Helix, vai ao no Brasil toda sexta, às 22h no canal pago AXN.

Trailer:

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