A melancólica visão de Los Angeles sendo destruída e os primeiros zumbis infestando a costa abriram a nova temporada de Fear the Walking Dead, spin-off da série de sucesso da AMC, baseada nos quadrinhos originais de Robert Kirkman.

Apesar de um início agitado em que o grupo de sobreviventes foge rumo ao mar no iate de Strand, personagem misterioso introduzido no final da temporada anterior, o primeiro episódio seguiu a linha que norteou a primeira temporada: foco nas conturbadas relações familiares que entranham os protagonistas.

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Do mesmo ponto em que a primeira temporada acaba, vemos a reação de Chris com a morte da mãe, mordida por um zumbi e que implorou para que Maddison a matasse, antes de se tornar um deles. Travis, pai de Chris, foi quem tomou a difícil decisão de atender ao pedido da ex-mulher.

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Chris, como todos os aborrecentes desta série, vive seu luto da pior forma: rebela-se contra o pai, se isola de todos. Compreensível, mas extremamente irritante, a julgar pelas circunstâncias que levaram ao ato de Travis e todo contexto atual.

A bordo de Abigail, o iate de Strand, o grupo parte para tentar achar um porto seguro e, o mar, protagonista deste retorno, deve ser um dos palcos mais frequentes da nova leva de episódios e que, por si só, introduz um elemento bastante interessante para a saga do apocalipse zumbi.

Jamais vimos o mar na série principal e, isto nos dá a chance de explorar um outro ângulo do início deste novo mundo dizimado por mortos e vivos. Além de saber como a água afeta os zumbis e se de fato podem nadar, os protagonistas se tornam reféns do isolamento provocado pela situação, ideal para um grupo tão conflituoso se desentender ainda mais, enquanto ficamos na expectativa de saber onde aportarão e, mais importante, o que encontrarão em terra-firme.

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Ironicamente, o mar combina muito com o marasmo que, boa parte do episódio de estreia, assim como os anteriores mergulha. Fear the Walking Dead se passa cerca de 2 anos antes da ação da série principal e, os roteiristas já mostraram que não tem a menor pressa de agilizar as coisas.

Strand quer seguir viagem rumo a San Diego e, segundo ele, seu iate tem autonomia para mantê-los vivo até mesmo à El Salvador. No caminho, sinais de socorro pipocam de todo lado. Enquanto os mocinhos querem ajudar, Strand, aparentemente o mais consciente da gravidade da situação, é decisivo em dizer que seu barco só para para desembarcar gente, jamais para embarcar.

Surpreendentemente, o troféu sem-noção do episódio não ficou com o drogado pé-no-saco, Nick, nem seu padrasto ingênuo, Travis, mas vai para Alycia, que sempre pareceu mais esperta. A garota encontra um sinal de rádio e, rapidamente é atraída pela voz de um cara chamado Jack, suposto sobrevivente atracado em uma enseada qualquer e, vai tratando de contar tudo sobre o iate, os recursos que possuem e até sua localização, criando o momento de maior expectativa na série, já que fica claro que esse Jack, seja quem for, tem um claro interesse em encontrá-los e, não parece ter boa intenção.

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Dito e feito! Não demora muito para que o iate e os sobreviventes sejam encontrados.

A partir daí, Fear the Walking Dead começa a trazer elementos que podem segurar um boa história. Lembrando que nesta temporada, teremos o dobro de episódios: 16 ao todo.

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Resta esperar para ver.

Fear the Walking Dead é exibida no Brasil pelo canal AMC, exclusivo da Sky, aos domingos, simultaneamente com os Estados Unidos com reprise dublada às segundas-feiras, sempre às 22h30.

Confira o trailer:

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