Apesar das mais positivas previsões, a julgar pela excelente condução e desfecho da temporada anterior, confesso-me completa e positivamente surpreendido pelo resultado do que foi levado ao ar este ano. Esta é simplesmente a melhor, mais madura e superior em todos os quesitos, temporada da série da TNT, produzida por Steven Spielberg.

É difícil fazer um balanço sem soltar alguns spoilers, mas vou tentar pegar leve.

A mitologia em torno da brutal invasão alienígena que reduziu a humanidade a 10% da população, renegada a pequenos focos de resistência ou simplesmente a grupos em fuga, se expandiu, criou novas possibilidades e capítulos intensos cheios de ação e mais luta corpo a corpo / mente a mente entre humanos e invasores.

Com efeitos visuais mais generosos, fomos brindados com uma trama ágil, capaz de criar ganchos interessantíssimos, que prenderam os expectadores a cada episodio.

A trama foi sustentada por alguns pilares levantados ao longo do desenvolvimento da série, através das três temporadas anteriores:

– O papel que viria a desempenhar a misteriosa criança híbrida, filha do líder da resistência, o professor de história Tom Mason e que teve seu DNA alterado;Imagem 1

– Uma maior exploração sobre as reais finalidades da criação de campos de concentração, onde alienígenas submetiam seres humanos a experiências aterrorizantes;

– As novas armas colocadas à disposição da vingança de um líder alienígena que fora atingido por um lança chamas e sua obsessão para destruir Tom e o grupo da 2nd Mass.

Com uma linha de trabalho muito semelhante ao que vimos na temporada anterior de The Walking Dead, os roteiristas optaram em separar os heróis em diversos grupos, com desenvolvimentos próprios e ávidos pelo reencontro. Entre as tramas paralelas, tivemos:

O pequeno Matt, filho de Tom, levado a uma espécie de escola alienígena que realizava lavagem cerebral nos jovens e recrutavam humanos para aliarem-se a causa extraterrestre.

O crescimento da importância de Anne, a namorada de Tom, agora uma guerreira capaz de tudo para recuperar essa filha, a quem se recusa a acreditar que tenha se tornado mais alienígena do que humana.

Imagem 2E claro: Alexis. A criança híbrida apresentou crescimento acelerado e, já uma jovem, começou a apresentar poderes mortais, colocados a favor dos alienígenas, e por isso, uma nova ameaça, deixando Tom em um terrível dilema moral: proteger a filha da ira dos demais membros da resistência ou reconhecer que ela se tornou uma arma perigosa contra sua própria luta.

Para quem ainda não viu: prepara-se! Tivemos algumas baixas no elenco, mas novos personagens foram introduzidos: por exemplo, Pope, aquele irritante e ranzinza (a la Sawyer, de Lost) membro da resistência, quase sempre do contra, mas que adora matar os aliens saltadores, ganhou em Mira Sorvino uma possibilidade amorosa. Aliás, um dos poucos fiascos da temporada. Que casal chato! Onde está um ataque alienígena sem sobreviventes quando precisamos?

No geral, a trama cresceu muitos pontos no meu conceito e, se tornou, nesta mid season a favorita da minha watchlist.

O episodio final de 2h foi épico, mas os 30 segundos finais valeram acompanhar toda a temporada. Com Tom abduzido por aquilo que parece uma nova espécie alienígena e a frase “Inimigo do meu inimigo é meu amigo”, prevejo episódios ainda mais quentes em breve., na quinta e última temporada desta grande aventura.

Os bons resultados para as noites de domingo, longe da concorrência com Game of Thrones e embalados pela boa aceitação de The Last Ship, a estreante que é exibida logo em seguida nos Estados Unidos, garantiu bons índices de audiência e a renovação para a 5ª temporada.

Trailer: