Um ônibus espacial surge na tela. Aos poucos a câmera se afasta e vemos que é apenas um brinquedo de controle remoto com qual Ethan, a estranha criança, brinca.

Em seguida, a câmera passeia pela casa e sem dizer exatamente em que período do tempo estamos vivendo, temos a certeza de que se trata de um futuro tecnologicamente moderno, em que cada enquadramento nos brinda com objetos high tech, que procuram inserir os expectadores neste contexto. E assim, vemos pedaços de vidro translúcidos que simulam tablets e celulares altamente inteligentes, além das curiosas fotos com movimento, bem ao estilo dos jornais de Harry Potter. Enfim, tudo é bastante avançado nesta série sci-fi produzida e estrelada por Halle Barry para a CBS, que teve sua estreia em 09/07.

Barry vive Molly, uma experiente astronauta que, após passar 13 meses em missão solo em uma estação especial, retorna à Terra. Em um flashback vemos a estação Seraphin durante uma forte erupção solar. A nave perde todos os sistemas e tem um apagão de aproximadamente 13 horas. A principio, não sabemos exatamente o que aconteceu neste período, que foi relatado por Molly como apenas uma interferência, sem maiores impactos para sua missão, porém se revelarão um dos grandes mistérios da temporada.

Intitulado “Reentrada”, o piloto da série mostra a readaptação da protagonista após mais de um ano no espaço e sua relação com o cientista em robótica John (Goran Visnjic) e a criança Ethan (Pierce Gagnon).

Até aqui, tudo muito dentro dos conformes para qualquer trama de ficção cientifica futurista, porém o que vem a seguir é que realmente contempla a proposta da série.

Estão lembrados de que Molly ficou 13 meses sozinha no espaço? Pois é! E não é que os exames clínicos de readaptação revelam um fato de extrema importância, que certamente mudará o curso da história da humanidade?

Molly pede sigilo à sua médica, com receio de que seja colocada em quarentena e afastada da família, que há tanto tempo não via. Só que Molly não foi totalmente honesta sobre o intervalo de tempo em que as câmeras deixaram de registrar dados da estação, tão pouco sobre os eventos decorridos.

Algo estranho aconteceu na estação Seraphin e ela não foi a única a vivenciar o estranho fenômeno. Meses antes, um colega astronauta, voltou à Terra extremamente perturbado por acontecimentos ainda não revelados e, cometeu suicídio. Desde então, a agencia espacial adotou rigorosos protocolos médicos e psicológicos para lidar com esta situação e eles sabem que algo fora do comum acometeu Molly durante sua missão.

Extant, em seus trailers, trazia o significado desta expressão raramente usada, cuja tradução para português mais aproximada seria “Instante da Criação”, “Nascimento “ou “Origem”. Ou para facilitar, esta palavra seria o contrário de “Extinção”.

Apesar de muito certinha e com cenas até que previsíveis, Berry está ótima e a trama pode render interessantes desdobramentos.

A presença de Steven Spielberg na produção executiva garantiu fama à série que teve audiência de 9,4 milhões de telespectadores, destacando-se como a maior estreia de uma nova série no verão americano de 2014. Sem data para estrear no Brasil, não deve tardar para surgirem os interessados.

Confira o trailer:

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