O ano de 2015 foi um ano produtivo para as séries. Considerando as redes abertas, os canais a cabo e os portais de streaming como Netflix, Hulu e Amazon juntos produziram 409 séries de televisão.

Enquanto algumas delas quebraram recordes de audiência como a estreia de Supergirl (vale lembrar que a febre da estreia passou e a série vem perdendo audiência episódio após episódio), as já esperadas temporadas de The Walking Dead e Game of Thrones, mas outras, inclusive famosas, ficaram aquém das expectativas, como a sempre badalada The Vampire Diaries, atualmente amargando a pior audiência da sua história.

Mas nenhum dessas entrou para a temida lista de piores dos críticos especializados da TV americana. O site The Hollywood Reporter decidiu ouvir os principais críticos de TV dos Estados Unidos para definir uma lista consensual das piores produções exibidas em 2015.

Desta audição, uma lista controversa, tem fracassos retumbantes como a cancelada Wicked City, mas também aparecem a estreante Fear the Walking Dead e a queridinha do passado True Detective.

Bom, veja a lista dos críticos de lá e diga se você concorda.

Confira:

 

The Brick (HBO)tbrink

A pior de todas, segundo apurou o THR ficou para esta comédia política que satiriza os bastidores das mesas de decisão sobre guerras.  A trama estrelada por Jack Black chegou a ser renovada pela HBO, que rapidamente mudou de ideia e anunciou o arquivamento do processo.

Dig (USA)

DIG

Tim Kring (Heroes) está por trás de uma trama que tem a religião como fundo e, só por não citar uma em específico se salvou de todas as acusações de intolerância religiosa. Um agente do FBI lotado em Jerusalém investiga uma assassinato e começa a descobrir peças de uma diabólica conspiração. Apesar da sinopse interessante, nem os talentosos atores do elenco como  Jason Isaacs, Lauren Ambrose e David Costabile conseguiram entregar alguma coisa daquele que foi considerado o pior e mais raso roteiro do ano, segundo os críticos. A produção acabou tirando toda a  ação de Jerusalém e levando ao Novo México e acabou com o único atrativo da série.

 

Donny! (USA)

Donny

O canal USA que já nunca aparece entre as melhores séries, aparece novamente na lista de piores com Donny!, uma comédia auto-biográfica que pretendia fazer graça com a vida do comediante Donny Deutsch, cujos episódios giravam em torno de seu próprio ego e de inseguranças sobre pelos pubianos.

 

Fear the Walking Dead (AMC)

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Aqui começa a polêmica. É certo que muita gente que era fã do hit The Walking Dead não gostou da forma lenta que foi contada a trama da nova série, que se situava exatamente nos primeiros momentos do apocalipse zumbi. A série estreou quebrando recordes até da sua original, mas a maior frustração, segundo os críticos, é que a série que prometia mostrar mais sobre o início da infestação na verdade, não deu a mínima bola para as respostas, mas apenas para um drama chato de adolescentes chatos e de um líder indeciso. Tanto que a mulher, Maddison era o verdadeiro “Rick” da história.

Entendemos tudo o que foi citado pelos críticos, mas não incluiríamos Fear nesta lista, por dois motivos: o primeiro, foram apenas seis episódios e a temporada de 2016, que será completa, terá mais oportunidade de desenvolver história e conflitos. E segundo, quem esperou respostas, não prestou atenção nos anúncios. A todo momentos roteiristas e produtores e a AMC reforçavam que não iriam mostrar o que causou a infestação, mas como ela foi observada por uma família do subúrbio de Los Angeles.

Fear divide opiniões, mesmo entre os Walkers, os fãs da franquia original, uma vez que uma boa parte queria mesmo é ver zumbi, zumbi e mais zumbi e exceto pelo episódio final, a série foi bastante econômica neste aspecto. Quanto aos adolescentes, temos que concordar: Nick é insuportável e sua irmã Alice, idem. Esperamos apenas que 2016 tenha mais Tobias, o único que parecia saber o que estava rolando.

 

Flesh and Bone (Starz)

Flesh and bone Starz

 

Uma das emissoras conhecidas por produções primorosas como Outlander deixou a desejar neste drama sobre o mundo da dança. O que prometia ser um drama intenso, ficou apenas no parecia e na expectativa. A trama ficou notória por personagens e atuações superficiais e caricatos.

 

Happyish (Showtime)

Happyish

Desta trama, os críticos lamentavam a frustração também pela grande expectativa desta série que teria o célebre e intenso Philip Seymour Hoffman, o que não foi possível devido sua morte repentina. Ele chegou a gravar o piloto. Mas o fracasso do show não foi culpa da substituição da estrela por Steve Coogan; Já era tarde e ninguém poderia salvar a série, cujo roteiro havia sido pensado e escrito e ensaiado por outro. A impressão generalizada é de que o bom elenco não havia encontrado o tom. Por fim, a série acabou cancelada.

 

The Slap (ABC)

The Slap

Havia uma grande expectativa no remake desta série australiana, que já havia sido exibida nos Estados Unidos com êxito. Grandes atores foram adicionados ao elenco como Uma Thurman, Peter Sarsgaard, Thandie Newton, Brian Cox, Zachary Quinto, mas o resultado foi uma confusão mal escrita que acabou forçando a piada óbvia – um tapa na cara de quem viu. A trama mostrava toda a comoção e consequências de um tapa que um homem dá em um menino. A ideia era discutir se um tapa é considerado violência infantil ou apenas um ato de educação, mas a trama desdobrou para adultério, família disfuncionais e outros problemas excessivamente dramáticos que deram um tom de telenovela mexicana.

 

True Detective (HBO)

True Detective Season 2

Colin Farrell, Rachel McAdams, Taylor Kitsch e Vince Vaughn fizeram trabalhos convincentes ao parecerem confusos, desconfortáveis e miseráveis durante os episódios da temporada. Houve um tiroteio que saiu do nada e sem qualquer maior relevância, mas que tomou 15 minutos do show.  O tom de pornografia desnecessária também apareceu. Tudo isso resultou em uma queda tão abrupta do fenômeno da série de Nic Pizzolatto, que quase não agradou ningúem. Tornou-se uma paródia de si mesmo.

 

Truth be Told (NBC)

Truth be Told

Com a tentativa de fazer graça com questões raciais, em épocas de sucessos como Blackish, a série foi apenas fraca, previsível e de piadas sem graça, disseram os críticos. Além disso, virou piada interna no THR como sinônimo de coisa forçosamente engraçada.

 

Wicked City (ABC)

Wicked City

Bastaram dois episódios no ar para a ABC jogar a toalha, a tentativa de fazer mais um drama policia emplacar caiu por terra. Para os críticos, a trama foi ruim desde o primeiro momento, absurdo, ofensivo, violência estilizada em relação às mulheres, previsível e infantil. “Atenha-se as novelas e comédias, ABC” – alfinetou um dos críticos ouvidos.

 

Além da seleção acima do The Hollywood Reporter, a revista Forbes, usando como critério as baixas audiências atingidas, acrescentou Mr. Robot, UnReal, Aquaries, Crazy Ex-Girlfriend à lista. Completou sua relação com Sense8, classificando como fraca e frustrante.

O site The Wrap, que também ouviu críticas citou ainda Pretty Little Liars (ABC), Scream (MTV) e Heroes Reborn (NBC) além das citadas na matéria do THR.

E você, quais são as séries que você considerou as piores de 2015?

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