Milhões de pessoas, entre fãs, curiosos, haters: todo mundo queria saber o desfecho da famigerada cena que fechou a sexta temporada de The Walking Dead, uma das séries de TV mais vistas no mundo.

Mesmo tachados de oportunistas e de que estão abrindo mão da qualidade do enredo para se render a fins lucrativos e de audiência, os roteiristas não hesitaram em criar um gancho que atraísse uma legião de espectadores para a nova temporada, não dando a mínima para toda a revolta que durou estes meses todos.

Mas eles fizeram isto com a certeza de que o estavam preparando seria épico. Algo muito difícil de se esquecer e que fez até os momentos mais trágicos que a série já exibiu no passado parecerem cenas leves de um programa infantil.

E mesmo que o mundo todo já saiba que The Walking Dead é uma série de horror, voltada para o público adulto, exibida em um horário mais tarde e em canal a cabo nos Estados Unidos, exatamente para que haja o máximo possível de liberdade. E mesmo que a gente saiba que a série é baseada em uma HQ que não poupa detalhes violentos, alguns deles inclusive evitados pela adaptação para a TV por serem considerados fortes demais para a audiência, ninguém pode dizer que passou indiferente pelo experiência extrema que o primeiro episódio da nova temporada, a sétima da série, nos brindou.

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Já sabíamos o que iria acontecer. Estávamos nos preparando há meses para a perda de um personagem querido. Só não sabíamos ainda como aconteceria. Quem acompanhou os quadrinhos, já tinha visto em detalhes e sem a longa espera que a AMC nos dez passar, os horrores daquela madrugada em que Negan submete o grupo de sobreviventes ao seu reinado de terror. Inclusive, já sabia-se quem tinha sido o escolhido pelo vilão. Ainda assim, os roteiristas idealizaram e os produtores e atores executaram um festival angustiante de dor e horror capaz de surpreender os ditos mais conhecedores do enredo da trama criada por Robert Kirkman.

Em live-action, com os detalhes de atuação, expressões e a riqueza dos efeitos especiais da série, tudo ganhou uma proporção ainda mais trágica.

 Caso não tenha visto o episódio e não queira ter acesso a spoilers, pare aqui.  

 

O que se sucedeu foi só sofrimento: os protagonistas ajoelhados, intimidados pela figura sarcástica de Negan e subjugados pelas armas que os seus capangas lhes apontavam; cada segundo parecia uma eternidade, assim como para o público que, ainda demorou um pouco a compreender o que realmente acontecera, uma vez que os produtores adiaram ao máximo a revelação da vítima, explorando a humilhação de Rick e demarcando ainda mais a personalidade sádica e doentia de Negan.

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E se ver Rick daquela forma, sendo jogado de um lado para o outro, humilhado com palavras e truculência apenas poucos instantes depois de sofrer perdas irreparáveis foi doído, quando pequenos flashs mostravam cenas da vida de cada um daqueles que estavam sob a mira de Lucille eram doses seguidas de ansiedade e angústia. Afinal, quem morreu? Era a grande pergunta da noite.

E, como já não se podia mais prolongar o mistério, a cena foi recontada por outro ângulo e foi possível identificar o escolhido. E, isso foi apenas o começo.

Primeiro, vemos Abraham ser duramente golpeado, resistir, xingar e ter seu crânio esfarelado até que não se pudesse identificar nada mais. A dor e o desespero tomou conta de todos lá e cá, não só pela violência da cena, mas pela tortura psicológica promovida pelo algoz.

Daryl não se conteve e fez o que a gente queria fazer. Acertou Negan com um soco, o que o vilão não esperava, nem estava disposto a perdoar.

Naquele momento, como mais um toque de sadismo, Negan escolhe mais uma vítima e para abalar ainda mais o grupo já em frangalhos, nem foi o próprio Daryl, que terá que viver com a culpa de ter provocado a morte de Glenn, tal qual nos quadrinhos, mas com uma violência ainda maior, tendo seu crânio deformado pelo golpe, os olhos saltados e ainda tentando manter-se firme para se despedir de sua amada, Maggie, que assistia a tudo aos prantos.

Para fechar com chave de ouro a noite de pesadelo, Negan ainda levou Daryl como refém e o destino do arqueiro é incerto.

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Negan ainda tinha sede de maldade e torturou Rick mais um pouco, o obrigando a cortar a mão de Carl, seu filho, apenas para provar que o líder dos sobreviventes já não era mais nada, senão alguém que o vilão passou a controlar. Negan já no último segundo, livrou Rick de viver o pesadelo de mutilar seu próprio filho, sagrando-se vitorioso.

Resta-nos esperar e ver o que será de nossos heróis daqui para frente. Então, vamos estocar suco de maracujá porque este foi só o primeiro de dezesseis episódios de uma temporada que promete não nos poupar.

Reveja outros momentos chocantes em The Walking Dead.

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  • Marlos Andrey

    Realmente, impossível não se chocar.

  • Katia

    Adoro the walking dead e esse episódio ele ou o nível de violência e angústia ao maior patamar visto até hoje na série. Muito impactante.