No último domingo, 20 de setembro, a Academia de Artes e Ciências Televisivas realizou a 67a. edição do prêmio Emmy, responsável por premiar os melhores da poderosa indústria televisiva americana, que torna seus produtos mundialmente conhecidos.

E, como poucas vezes, a cerimônia se rendeu a produções de altíssima aceitação do público, reconhecendo algumas que ficaram de fora ao longo dos anos anteriores, a despeito de grande qualidade.

A verdade é que este reconhecimento é ainda mais saboroso em um ano em que a produção esteve riquíssima de bons conteúdos e as concorrência muitas vezes acirradas, fizeram parte dos especialistas se espantarem ao fugir de tendência elitista e controversa presentes em muitas votações anteriores.

A começar pelo fenômeno mundial Game of Thrones, que, apesar de estar na terra da fantasia, para a qual normalmente Hollywood torce o nariz, foi a grande recordista arrematando 12 estatuetas, feito inédito em um mesmo ano.

Baseada no romance “As Crônicas de Gelo e Fogo“, de George R. R. Martin (inclusive, aniversariando no dia da premiação), Game of Thrones levou oito prêmios técnicos e ainda os de melhor direção e melhor roteiro pelo episódio final da quinta temporada, “Mother’s Mercy“, aquele em que a terrível e bela Cersei faz sua caminhada da vergonha nua (na verdade, fora usado dublê) em meio a centenas de súditos raivosos e no qual perdemos (pelo menos por hora) o querido Jon Snow.

Se não bastasse, Peter Dinklage, que dá vida a  Tyrion Lannister, para sua própria surpresa foi aclamado como melhor ator coadjuvante em série dramática. “Não estava preparado para isso, estava mascando chiclete“, disse o ator.

A HBO levou ainda o prêmio de melhor comédia por Veep, acabando com a invencibilidade de Modern Family (FOX), sua protagonista Julia Louis-Dreyfus, eleita a melhor atriz de série de comédia e ainda o de melhor minissérie para Olive Kitteridge, que arrematou ainda melhor atriz (Frances McDormand) e melhor ator (Richard Jenkins) em sua categoria.

E para quebrar paradigmas, a primeira atriz negra a vencer o maior prêmio de atriz da noite resultou em um discurso emocionado e inspirado da grande Viola Davis por seu papel na excepcional How To Get Away With Murder. A atriz aproveitou para agradecer e pedir por mais oportunidades de grandes papéis para os negros: “Não é possível ganhar prêmio por um papel que não existe.”.

Para acabar com todo o favoritismo, Uzo Aduba, a Crazy Eyes de Orange is The New Black também surpreendeu ao superar grandes atriz de poderosos trabalhos neste categoria, uma vez que Orange é uma série que poderia estar mais situada em comédia, prêmio que, inclusive, ganhou anteriormente.

E, finalmente, depois de ser indicador todos os anos, durantes os oito em que a série durou, John Hamm foi o eleito o melhor ator dramático do ano pelo seu grande papel Mad Men.

Veja quem mais o Emmy premiou este ano:

MELHOR SÉRIE DRAMÁTICA: Game of Thrones

Concorreram: Better Call Saul, Downton Abbey, Homeland, House of Cards, Mad Men e Orange Is The New Black

MELHOR SÉRIE DE COMÉDIA: Veep

Concorreram: Louie, Modern Family, Parks & Recreation, Silicon Valley, Transparent, Unbreakable Kimmy Schmidt.

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DRAMÁTICA: Viola Davis por How to Get Away With Murder

Concorreram: Claire Danes (“Homeland”), Taraji P. Henson (“Empire”), Tatiana Maslany (“Orphan Black”), Elisabeth Moss (“Mad Men”) e Robin Wright (“House of Cards”)

MELHOR ATOR EM SÉRIE DRAMÁTICA: Jon Hamm por Mad Men

Concorreram: Kyle Chandler (“Bloodline”), Jeff Daniels (“The Newsroom”), Bob Odenkirk (“Better Call Saul”), Liev Schreiber (“Ray Donovan”) e Kevin Spacey (“House of Cards”)

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DRAMÁTICA: Peter Dinklage por Game of Thrones

Concorreram: Jonathan Banks (“Better Call Saul”), Ben Mendelsohn (“Bloodline”), Jim Carter (“Downton “Abbey”), Michael Kelly (“House of Cards”) e Alan Cumming (“The Good Wife”)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DRAMÁTICA: Uzo Aduba por Orange Is the New Black

Concorreram: Joanne Froggatt (“Downton Abbey”), Lena Headey (“Game of Thrones”), Emilia Clarke (“Game of Thrones”), Christina Hendricks (“Mad Men”) e Christine Baranski (“The Good Wife”)

MELHOR ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA: Jeffrey Tambor por Transparent

Concorreram: Anthony Anderson Blackish (“Black-ish”), Louis C.K. (“Louie”), Don Cheadle (“House of Lies”), Will Forte (“Last Man on Earth”), Matt LeBlanc (“Episodes”) e William H. Macy (“Shameless”)

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA: Julia Louis-Dreyfus por Veep

Concorreram: Lisa Kudrow (“The Comeback”), Lily Tomlin (“Grace And Frankie”), Amy Schumer (“Inside Amy Schumer”), Edie Falco (“Nurse Jackie”) e Amy Poehler (“Parks And Recreation”)

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA: Tony Hale por Veep

Concorreram: Andre Braugher (“Brooklyn Nine-Nine”), Adam Driver (“Girls”), Ty Burrell (“Modern family”), Keegan-Michael Key (“Key & Peele”) e Tituss Burgess (“Unbreakable Kimmy Schmidt”)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA: Allison Janney por Mom

Concorreram: Niecy Nash (“Getting On”), Julie Bowen (“Modern Family”), Kate McKinnon (“Saturday Night Live”), Mayim Bialik (“The Big Bang Theory”), Gaby Hoffmann (“Transparent”),  Jane Krakowski (“Unbreakable Kimmy Schmidt”) e Anna Chlumsky (“Veep”)

MELHOR MINISSÉRIE: Olive Kitteridge

Concorreram: American Crime, American Horror Story: Freak Show, The Honorable Woman e Wolf Hall

MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE OU FILME PARA TV: Frances McDormand por Olive Kitteridge

Concorreram: Maggie Gyllenhaal (“The Honorable Woman”), Felicity Huffman (“American Crime”), Jessica Lange (“American Horror Story: Freak Show”), Queen Latifah (“Bessie”) e  Emma Thompson (“Sweeney Todd: The Demon Barber Of Fleet Street”)

MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE OU FILME PARA TV: Richard Jenkins por Olive Kitteridge

Concorreram: Adrien Brody (“Houdini”), Ricky Gervais (“Derek Special”), Timothy Hutton (“American Crime”), David Oyelowo (“Nightingale”) e Mark Rylance (“Wolf Hall”)

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