Mesmo tendo sua marca inegavelmente vinculada a grandes produções, o portal de Streaming mais poderoso do mundo também cometeu seus desacertos.

Pelo menos é o que apregoa o Rotten Tomatoes, um site que promove votações e críticas de fãs e especialistas e que cria ranking diários com as estatísticas que consolida destas votações.

De acordo com as avaliações de seus usuários, o portal atreveu-se a elencar o que ele chama de 10 séries da Netflix para não se ver. Confira o ranking constrangedor e comente se concorda ou não com os milhares de membros do portal:

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Punho de Ferro

O último dos heróis Marvel a ser apresentado pelo portal não animou muito os espectadores. Com uma trama folhetinesca, as desventuras do hippie-ninja Danny Rand e sua infantil necessidade de voltar ao seio de uma família que o detesta e sua luta para defender uma cidade mágica que jamais é apresentada na série, renderam ao seriado (que já foi renovado), um lugar na vergonhosa galeria. Relações piegas, diálogos forçados e reviravoltas dignos da família Bracho mexicana, além de sua carinha de caçula entre os Defensores foram pontos altos (ou baixos) da trama.

Friends from College

Recém-lançada e com a tentativa de aproveitar a onde saudosista dos anos 80, trazendo de volta o eterno Kevin de Anos Incríveis no elenco, a fraca comédia é rasa demais para emocionar e boba demais para fazer rir, sendo considerado um dos desperdícios do portal neste ano. Na trama, amigos de faculdade se reencontram 20 anos depois.

Gypsy

Uma série de suspense que envolve a relação médico-paciente, mesmo trazendo a excelente Naomi Watts, foi considerada um dos show mais sonolentos da temporada de séries. Seus episódios de 1 hora e cenas longas, lentas e monótonas apresentando uma protagonista que tem zero carisma e tal qual He-Man e Adam, cria uma personalidade alternativa que a separa da original apenas por uma jaqueta e um perfume diferente.

Marco Polo

Uma produção milionária, a mais cara de toda a história do canal e uma das fotografias mais deslumbrantes já apresentadas na telinha não foram suficientes para garantir a empatia dos fãs nesta série.

Talvez tão pouco tempo depois do lançamento da movimentada Demolidor, a série não conseguiu empolgar com seus poéticos e longos takes, pouca ação e muita filosofia. Mesmo o espectador mais entusiasmado certamente cochilou em algumas (ou muitas) partes dos 20 episódios.

Chelsea

Tal qual as dezenas de stand-ups americanos que se multiplicam no catálogo do canal e repletos de piadas internas que se tornam idiotas na tradução, executar e exibir Chelsea foi uma das maiores bobagens que a Netflix já fez. É realmente difícil encontrar graça no show e na protagonista ou se identificar com piadas tão bairristas.

Fuller House

Há coisas que deveriam ficar em nossa memória tal qual nos lembramos. O inegável sucesso da fofinha Três é Demais, comédia dos anos 90 que fez sucesso basicamente por causa das gêmeas Olsen e também a onda saudosista estimularam a Netflix a produzir uma continuação. Não foi tão ruim para o portal, já que esta figura entre as séries mais assistidas de todos os tempos do catálogo, mas o veredito é quase sempre o mesmo: “preferia a primeira versão”.

Girlboss

Cheia de atitude e super-antenada com o atual momento em que o empoderamento feminino é tema que veio para ficar, a série mostra as desventuras reais de uma empresária falida e sua busca por dar a volta por cima. Baseada em um best-seller amado pelas mulheres, a adaptação é considerada decepcionante. A personagem Sofia, que é um ícone do livro, tem na sua versão da série, uma pessoa egoísta e arrogante e que só chegou onde chegou por passar por cima das pessoas.

Hemlock Grove

O drama sobrenatural com um pezinho no trash teve uma campanha promocional gigantesca, mas é considerado fraco e excessivamente estilizado. Personagens carregados nas tintas, conflitos melodramáticos e uma pitada de efeitos especiais para lá de fracos afastaram os espectadores temporada a temporada.

Flaked

Viver o conselheiro que vive atolado em seus próprios problemas parece mais uma desesperada tentativa de manter no cast o ator Will Arnett, do elenco de Arrested Development, série resgatada pelo canal e a voz do hilário BoJack Horseman. Will parece estar fazendo o mesmo personagem que interpretou em Arrested e tenta transformar em drama o que poderia ter apenas parado na comédia. A série é simplesmente fraca. Dá para sair e levar o cachorro para passear, voltar e ter a sensação de não ter perdido nada de importante.

Haters Back Off!

Para ser considerada ruim, esta série precisaria melhorar muito, mas muito mesmo. Cheia de caras e bocas, uma personagem sem carisma, sem noção e antipática, Haters narra a tentativa de Miranda Sings em se tornar uma celebridade do youtube. Se você suportou os primeiros minutos irritantes da série com Miranda cantando Defying Gravity para um vídeo no youtube, talvez tenha estômago suficiente para ir até o fim e experimentar a sensação de ter perdido horas importantes de sua vida que não voltarão mais.